Nós já falamos aqui sobre as vantagens do intercâmbio e demos algumas dicas de como e para onde viajar. Agora vamos começar a contar histórias de quem já passou por essa experiência e pode, melhor do que ninguém, recomendar o que fazer e o que não fazer.
Aos 17 anos, Marina Pedroso decidiu largar seus amigos, a família e até o namorado, para passar alguns meses em outro país. “Eu queria aprender inglês e sabia que essa ia ser a oportunidade perfeita. O meu principal objetivo era conseguir passar na prova do Certificado de Cambridge”, conta Marina.
Foi assim que, em fevereiro de 2009, ela embarcou em um avião com destino a Austrália. Tudo já tinha sido acertado com uma agência de viagens aqui no Brasil, a Student Travel Bureau (STB). Ao chegar no país, Marina ficou em uma casa de família, mas já no segundo mês passou a dividir um apartamento com mais quatro brasileiros.
Logo de cara ela enfrentou algumas dificuldades. “O inglês (australiano) é um pouco diferente comparado ao americano. E eles têm temperos e jeitos diferentes de fazer as comidas, mas depois você acaba se acostumando”, explica. No entanto, segundo ela, o pior é a falta da família. “Lá você está sozinho e por mais que você faça amigos não é a mesma coisa que estar com a família”.
Apesar disso, Marina conta que se adaptou muito bem ao país e se encantou com sua cultura. “Foi bem fácil a adaptação. A Austrália é muito bonita, tudo é muito limpo e organizado. As pessoas pertencem a mesma classe, não tem pessoas pobres. Não é comum ver mendigos, eu mesma vi uma vez só”.
Diferente da Europa, por exemplo, onde tudo é mais caro do que no Brasil, a Austrália tem preços bem mais acessíveis para os brasileiros. Ainda assim, Marina afirma é preciso se preparar para alguns gastos em excesso. “Comida e bebida são bem caros lá, mas já eletrônicos e roupas são mais baratos, e mais baratos do que aqui, com certeza”.
Em junho de 2009, Marina voltou para o Brasil e trouxe só boas recordações da viagem. “Foi uma experiência maravilhosa e aconselho a quem tiver uma chance de ir, que não hesite de jeito nenhum. Foi até mais do que eu esperava”.
Além das lembranças, ela trouxe também lições de vida. “Aprendi a lidar com outros tipos de cultura e com a forma como eles vivem, consequentemente aprendi a respeitar mais as pessoas”. E quanto ao inglês, não precisa nem falar que melhorou muito depois desse intercâmbio.
Para quem está pensando em estudar fora também, Marina dá suas recomendações: “Você tem que ir de cabeça aberta, principalmente para as amizades que são as melhores coisas, porque com elas você sempre vai ter uma companhia. E não tenha medo de ir, eu tinha no começo, mas depois de tudo o que você vive lá, você volta outra pessoa”.
Aos interessados em fazer intercâmbio, nossa recomendação é que pesquise agências de viagem, para conseguir os melhores preços e o destino mais adequado para o seu perfil e para os seus objetivos.
E se você já fez intercâmbio, conte para nós como foi a experiência!

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