O post “Não quero seguir na minha área. E agora?” deu o que falar. Por isso, resolvemos continuar debatendo o assunto. E nada melhor para fazer isso do que conversar com alguém que já tenha passado por esse complexo e angustiante processo. Falamos com a Elis Mesquita, que antes atuava na área comercial de hotelaria e depois passou para o marketing no ramo de tecnologia.
Há muitos motivos que podem nos levar a querer mudar de profissão: remuneração, chances de crescimento, e por aí vai. Mas a Elis nos conta que o que a fez perceber que gostaria de atuar em outro setor foi a motivação pelas tarefas que estavam mais relacionadas à sua atual área: “Durante minha experiência como gerente comercial, precisava me desdobrar entre gerir as assistentes comerciais, negociar projetos e ainda posicionar a empresa no mercado, o que incluía elaborar planos de mídia, posicionamento de branding e atuação estratégica. Daí, percebi que meu negócio era marketing e inteligência de mercado”, conta.
Mas para realizar essa transição é preciso ter foco. Ou seja, estar realmente certo daquilo que você quer para sua carreira. Elis relatou que, apesar de possuir pleno domínio da área comercial, na qual atuava, não havia comissão ou dinheiro que pudesse pagar sua vontade de fazer o que realmente amava. Foi só quando percebeu que marketing era sua praia e decidiu mudar de ramo.
Ocorre que somente querer não basta. Você pode ter total noção e currículo de patamar gerencial em uma área, mas para ingressar em qualquer cargo em um terreno diferente, precisará de uma especialização e conhecimento. “Busquei aconselhamento profissional, fiz uma especialização em um curso corporativo livre e estudei muito, lendo artigos, participando de palestras e aprimorando meu networking”, diz Elis.
E, para quem acha que não, tomar uma atitude dessas é algo muito difícil de fazer. Elis conta que, por exemplo, sua renda mensal era bem superior na antiga área de atuação e que até chegou a pensar em voltar par a área comercial por conta das comissões ‘gordas’. Mas ela conseguiu superar o sentimento de arrependimento e hoje é uma profissional realizada: “Trabalho feliz o dia inteiro. Estou indo para uma multinacional chilena de T.I. e o convite surgiu justamente pelos frutos do amor que tenho ao meu trabalho. Não há dinheiro que pague, sou apaixonada pela minha área!”, finaliza.
E se você tem esse mesmo anseio mas ainda não criou coragem para tomar uma decisão drástica, pedimos que a Elis que nos desse algumas dicas. Confira o que ela disse:
- Transição de carreira não é fácil, minha transição não foi tão brusca área comercial e marketing tem lá suas semelhanças. Mas existem transições do tipo que a pessoa atua na área de enfermagem e quer atuar na área de pedagogia como professora. Corra atrás!
- Prepare-se financeiramente! Se você se demitir para procurar um trabalho na nova área, deverá acreditar no seu objetivo. Não se desespere e se for ficar sem renda, procure planejar gastos ou fazer uma poupança.
- Invista em cursos e especializações, principalmente se você não tem experiência na área de interesse, pois você precisará ter um fator interessante em seu currículo para se destacar.
- Busque apoio psicológico em profissionais e empresas que prestam auxílio em recolocação e transição de carreira. Vale também fazer testes vocacionais.
- Pergunte-se: “É isso que eu quero? Eu estou feliz?”. Se a sua resposta for um “não”, um “talvez” ou um “sim” duvidoso, pense realmente sobre sua carreira.
- Costumo dizer que o salário ocorre uma vez, no máximo duas, por mês, mas o trabalho é diário. Por isso é importante ser feliz todos os dias e não só no dia 5, 20 ou 30 de cada mês.
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Ótima postagem! Creio que possa ajudar muitos profissionais que pensam em mudar de áreas e que, naturalmente, sentem esse frio na barriga e esse medo de errar.
A experincia de quem migrou para outra rea…
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