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set

Os 10 maiores crimes contra a humanidade

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Infelizmente, muitos crimes, envolvendo milhares de pessoas, já foram cometidos em diversos países ao longo da história. Alguns afetaram tantas vidas e causaram tantas mortes que ficaram marcados no tempo e são relembrados sempre, como o holocausto nazista. Separamos uma lista para falar mais sobre os 10 maiores crimes contra a humanidade.

1. Holocausto judeu (1939-1945)
Vítimas: 6 milhões de judeus – autores: nazistas.
Em 1933, Adolf Hitler subiu ao poder na Alemanha e estabeleceu um regime racista sob o enganoso título de Nacional-Socialista. Esse regime foi baseado na doutrina racial de acordo com a qual os alemães arianos pertenciam à “raça pura”, enquanto os judeus eram considerados como “Untermenschen”, subumanos, que não faziam parte da raça humana. Os judeus foram perseguidos e mal tratados por muitos anos, até que em 1939 começaram a ser capturados e levados em comboios para os campos de concentração. Chegando aos campos eram separados em filas de mulheres, outras de homens e de crianças. Aqueles que estavam em condições físicas iriam trabalhar, (pensando que iriam sobreviver), os outros eram levados para as câmaras de gás, onde se despiam e em seguida eram mortos com gás. Depois os corpos eram queimados em crematórios ou então faziam-se algumas atrocidades, como a utilização da pele para candeeiros ou experiências médicas com as crianças.

2. Genocídio ucraniano (1932-1933)
Vítimas: 3 milhões de ucranianos – autora: União Soviética.
Entre os anos 1932 e 1933, os ucranianos protagonizaram, a contragosto, algumas das páginas mais tristes e menos conhecidas da história soviética. Foram “páginas em branco”, porque foram omitidas durante décadas pelo regime capitaneado, à época, por Stalin. Ele queria dar uma “lição aos nacionalistas renitentes”. Primeiramente, acabou com os agricultores, assassinou muitos proprietários abonados e os demais foram deportados para o Casaquistão e a Sibéria. O segundo passo foi a nacionalização das pequenas propriedades privadas, e por fim, decretou o confisco dos alimentos. Pela primeira vez no Estado moderno alguém utilizaria a fome como uma arma de destruição coletiva.

3. Sangue no Camboja (1975-1979)
Vítimas: 1,7 milhão de pessoas – autor Khmer Vermelho.
Pol Pot, líder dos comunistas que tomaram o poder no Camboja, resolveu “limpar” o país, não de uma etnia específica (embora minorias chinesas e vietnamitas tenham sido dizimadas depois), mas de todos os que pensassem de uma maneira anticomunista. Os intelectuais, monges e qualquer pessoa com uma profissão foram considerados “maçãs podres”. Quem não foi fuzilado na hora foi para campos de reeducação, onde trabalhavam até a morte. É o mais famoso autogenocídio da História. O desprezo pela vida marcava o lema do Khmer Vermelho: “Manter você vivo não nos traz nenhum benefício. Destruir você não será nenhuma perda para nós”.

4. Morte em massa na Armênia (1915-1917)
Vítimas: 1,5 milhão de armênios – autores: Turcos Otomanos.
Na Primeira Guerra, acusados de traição e de complô com os russos, 2 milhões de armênios foram obrigados a deixar suas casas e marchar até uma região desértica próxima da Síria, onde eram deixados para morrer. É considerado o primeiro genocídio moderno em larga escala, feito de forma organizada (serviu de inspiração para Hitler, que sempre o citava como exemplo). Até hoje, a Turquia nega o massacre. Quem “escoltava” os armênios até o deserto eram grupos paramilitares formados por ex-presidiários, que estupravam, roubavam e matavam os exilados durante a jornada.

5. Massacre em Ruanda (Abril de 1994)
Vítimas: 700 mil Tútsis – autoras: Milícias Hútus.
Durante cem dias, milícias hútus promoveram um banho de sangue nesse pequeno país africano, na tentativa de exterminar os tútsis, outro grupo étnico. Além da barbárie, o que mais chocou o mundo foi a posição passiva da ONU e das grandes potências, que assistiram à carnificina sem intervir. Ao final, guerrilheiros tútsis tomaram o país. Aí, foi a vez de 2 milhões de hútus, com medo de vingança, deixarem a região. A principal arma usada para matar os tútsis eram as machetes (facões). Milhares delas foram importadas da China meses antes, num ato calculado de preparação.

6. Porajmos, a caçada aos ciganos (1939-1945)
Vítimas: 500 mil Romanis (ciganos) – autores: nazistas.
Quando os nazistas chegavam aos acampamentos ciganos, matavam sem dó. Muitas vezes, eles nem faziam a seleção na chegada aos campos de concentração – acabavam com todos. Até hoje, os 500 mil ciganos mortos (na proporção, um grupo tão grande quanto o de judeus assassinados na Segunda Guerra) são pouco lembrados. Um dos casos mais macabros do médico nazista Josef Mengele é o dos gêmeos ciganos Guido e Ina, costurados um ao outro, pelas costas, como siameses. A mãe matou os dois com morfina para terminar com o sofrimento.


7. Revolta Circassiana (últimas décadas do século XIX)
Vítimas: 400 mil circassianos – autor Império Russo.
Por volta de 1860, os russos estavam terminando de dominar o Cáucaso e a região da Chechênia. Mas no seu caminho estavam os circassianos, povos muçulmanos. Foi quando o general Yevdokimov teve a brilhante ideia de “convidar” (leia-se obrigar) os nativos a se mudar para o vizinho Império Otomano. Para garantir que os montanheses fossem realmente embora, os soldados destruíram aldeia por aldeia. A limpeza étnica foi tão completa que hoje ninguém mais na região do Cáucaso fala os idiomas dos povos circassianos.

8. Crueldade na Bósnia (1992-1995)
Vítimas: 200 mil Bósnios – autores: Milícias e exército Sérvio.
Quando a antiga Iugoslávia se separou em vários Estados, os sérvios tentaram abocanhar o máximo de território. Quem mais sofreu foram os bósnios. Discriminados por serem muçulmanos, milhares foram executados e enterrados em valas comuns, enquanto a Europa e os EUA só assistiam. Em Srebrenica, milícias sérvias, debaixo do nariz das tropas da ONU, mataram 8 mil homens entre 12 e 60 anos. Cerca de 40 mil mulheres bósnias foram sistematicamente estupradas. E quando engravidavam eram obrigadas a dar à luz.

9. Terror no Timor Leste (1975-1999)
Vítimas: 150 mil timorenses – autora: Indonésia.
Quando a ex-colônia portuguesa no sudeste da Ásia foi ocupada pela Indonésia, experimentou o inferno: plantações foram queimadas com napalm e seus reservatórios de água foram envenenados. E cerca de 20 mil pessoas “desapareceram”. Mesmo em protestos pacíficos, a repressão era brutal. Em 1991, 400 estudantes foram fuzilados em um cemitério por causa de uma passeata, diante de jornalistas do mundo inteiro. Em 1999, antes de sair do Timor, milícias indonésias mataram 61 pessoas que estavam escondidas numa igreja. A atrocidade ficou conhecida como Massacre de Liquiçá.

10. Hererós e Namaquas (1904-1907)
Vítimas: 65 mil Hererós e 10 mil Namaquas – autora: Alemanha.
Foi o primeiro genocídio do século 20, na região onde hoje fica a Namíbia. Os poucos que não foram expulsos para o deserto de Kalahari acabaram nos campos de concentração, identificados por números e obrigados a trabalhar até a morte. Metade dos namaquas e 80% dos hererós foram mortos (os judeus perderam cerca de 35% de seu povo durante o massacre nazista). Um século depois, os alemães pediram desculpas, mas não ofereceram nenhuma compensação. Os alemães ainda envenenavam os poços pelo deserto. Anos depois, ossadas foram achadas em buracos – as pessoas cavavam com as próprias mãos em busca de água.

Fonte: Livro Os 10 Mais.

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24 para “Os 10 maiores crimes contra a humanidade”

  1. Patrícia disse:

    O ser humano é assustador…Pior que qualquer filme de terror…

  2. Patrícia Lacerda disse:

    Assim caminha a humanidade …

  3. Jardel Lima disse:

    Faltou os massacres anglos americanos, exemplo o povo Zulu que foi exterminado pelos ingleses e as atrocidades que os Norte Americanos fizeram no Iraque. Engraçado como os capitalistas são poupados nessas horas.

    • Gabriela disse:

      Pois é, engraçado como os capitalistas nem são mencionados.

    • Flavio disse:

      Pois e dá para se ver que a materia e tedenciosa por deixar de fora da lista os que mais atentaram contra a humanidade nesse mundo.

    • Humberto disse:

      Como vocês são burros. A matéria é sobre os “maiores” crimes da humanidade, que atingiram milhões e até dezenas de milhões de pessoas. O capitalismo está abaixo disso. Mesmo as bombas de Hiroshima e Nagasaki mataram menos que a revolução cubana, segundo uma entrevista do próprio Fidel (que confidenciara uma vez ter matado mais de 100 mil).
      A maior tragédia da história do Vietnã, outro exemplo triste, começou quando o EUA se retiram daquele país, deixando o caminho livre para o “socialismo fraterno” criar seus campos de extermínio.

  4. Mandrake disse:

    Faltaou as bombas de Hiroshima e Nagasáki

  5. Por que esta matéria não falou absolutamente nada sobre as proeza dos ‘PALADINOS DA JUSTIÇA LIBERDADE E DEMOCRACIA” os tão admirados e invejados Estados Unidos da América (Terra da Oportunidade), que sem vacilar em nome da ciência, jogaram duas bombas atômicas sobre a população indefesa de Hiroshima e Nagasáki. Neste ponto concordo com o comentário do Mandrake. Por que não citaram as inúmeras bombas de NAPALM jogadas pelos mesmos XERIFES da humanidade sob as populações do sudeste asiático? Hummmmm acho que este site com estes fatos históricos deveriam ser melhor supervisionado pela equipe do Mais Estudo.

  6. tamy caires disse:

    Chegou a hora de fazermos a diferença, compensar as dores passadas!

  7. Eduardo da Silva Gomes disse:

    Você pode contestar a existência de qualquer um desses crimes, mas se você contestar o holocausto de Auschwitz, você pode ser preso!

  8. Leila disse:

    Vocês esqueceram de Mussolini e Stalin. Aliás Stalin matau mais que o Hitler, cerca de 250 milhões enquanto Hitler matou mais de 6 milhões. Mas as dois e os outros citados na matéria são vergonhosos para a história mundial. É lastimável saber o que o ser humano é capaz de fazer!

  9. Anderson disse:

    Todos fazem parte de uma súcia de FDP, estão com certeza queimando no inferno agora, (algum ainda por até estar esperando na fila) onde é o lugar deles…..!!!!!!!

  10. JOAO BRG disse:

    TUDO QUE E MAU DOS AMERICANOS NAO E FALADO !!! O QUE E BOM ATE FAZEM PROPAGANDA .
    BONBAS ATOMICAS, GUERRAS PARA LIBERTAREM OUTROS POVOS AFINAL FAZEM AINDA MUITO MAIS MILHARES DE VITIMAS ,VIETNAME IRAQUE AFGANISTAO E OUTROS .SEMPRE A UTILIZAR ARMAS DE DESTRUIÇAO MASSIÇA CONTRA ANIMAIS E PLANTAS, ATE ESSES SERES QUE NEM SAO RAÇA HUMANA.
    E ASSIM A HISTORIA NEGRA DOS EUA.

  11. Fabio disse:

    E pensar que essas são apenas algumas das atrocidades ocorridas ao longo da história. Triste realidade. Depois desse ranking lembrei-me também do banho de sangue que os europeus derramaram aqui na América.

  12. Goranger disse:

    mao tse tung matou 70 milhões
    stalin/lenin mataram somados 17 milhões

    deus salvou noé e sua familia mas matou naquela era – 1 bilhão de pessoas

  13. Alcides disse:

    Por que não foi citado que durante a segunda guerra morreram 27 milhoês de russos,e a maioria eram civis,
    E me desculpe mais o maior genocidio da humanidade,foi o dos índios ,pois em todo o continente americano,somando o massacre,feito pelos espanhóis,portugueses e americanos,foram aproximadamente 50 milhões de nativos,assim nasceu o novo continente.

  14. Alcides disse:

    hiroshima e nagasaki,200 mil em uma e 250 mil em outra,isso no ato da detonação,sem contar milhares que morreram vários anos depois por consequência da radiação?

  15. Alcides disse:

    Maldito emperialismo norte americano!

  16. Henrique disse:

    “A humanidade caminha pra frente” chegou este dia!.

  17. Deusimar disse:

    e bom lembrar também que no regime islâmico do Irã, sob os aiatolás estão ocorrendo massacres a pessoas que mudam de religião, ou seja, pessoas que decidem deixar de serem muçulmanas e tornarem-se evangélicas é proibido. E caso descobertos são penalizados com a morte ! Isso já ocorre em pleno século XXI.

  18. Deusimar disse:

    O mau de alguns líderes ou grupos políticos e religiosos, é a intolerância.
    A falta de diálogo. O fechar-se em torno de ideais extremistas ou radicais por um sistema político, econômico ou religioso, em que no decurso não se estabelece nas suas sociedades: o respeito, a liberdade mas a linha dura de sujeição deste ou daquele ideal imposto a força compulsória.
    Dai está o histórico saldo contabilizado.
    Melhor é a velha frase de Voltaire: “Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las.”

  19. Jeferson disse:

    Faltou incluir a corrupção brasileira,País onde hospitais estão mega lotados, quando tem hospital. :(

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