13
fev

Os trotes mais cruéis do Brasil

Dr. Brittopor
Dr. Britto

Todo ano é a mesma coisa, os calouros são recebidos nas universidades com trotes, muitas vezes, violentos e humilhantes. O ritual universitário deve ser uma forma divertida de fazer novas amizades, por isso para evitar que trotes violentos continuem  a acontecer resolvemos comentar sobre este tema para conscientizá-los.

Pegando Pesado
Faculdade: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Curso: Engenharia
Ano: 1993
A festa de recepção aos calouros em Guaratinguetá, no vale do Paraíba, se transformou em momentos de horror para um dos estudantes recém-ingressos na instituição. O garoto foi humilhado na frente de todos pelos veteranos do curso. Durante o evento, ele foi agredido pelos colegas e obrigado a amarrar um peso de 7 kg nos seus órgãos genitais. Logo após a violência, ele abandonou a faculdade.

Trote picado
Faculdade: Universidade Federal de Uberlândia (UFU)
Curso: Agronomia
Ano: 2006
No interior de Minas Gerais, um calouro foi despido e coberto de tinta. Não contentes, os veteranos ainda o obrigaram a deitar sobre um formigueiro. O estudante recebeu mais de 250 picadas e foi internado. A UFU expulsou dois alunos e suspendeu outros 13. Um deles tentou recorrer da decisão, explicando que o trote foi realizado fora do campus, mas não obteve sucesso.

Obedece ou apanha
Faculdade: Centro Universitário de Araraquara (Uniara)
Curso: Diversos
Ano: 2000
Após recusarem ter seus cabelos raspados durante a recepção, dois novatos foram agredidos por veteranos da instituição, em Araraquara. Eles receberem chutes na cabeça e foram hospitalizados com vários ferimentos. Um deles recebeu alguns pontos na boca e o outro sofreu amnésia temporária. Traumatizados, os alunos deixaram de frequentar a universidade pelo resto do ano.

Surpresa quente
Faculdade: Centro Universitário da Fundação Educacional de Barretos (Unifeb)
Curso: Diversos
Ano: 2010
Sete estudantes da universidade em Barretos, interior de São Paulo, foram recebidos com jatos de creolina – um desinfetante industrial altamente corrosivo. Todos sofreram queimaduras de primeiro grau. O caso foi investigado pela polícia, mas acabou arquivado pelo Ministério Público de São Paulo um mês depois.

Bebida em excesso
Faculdade Universidade Federal de Rio Grande (Furg)
Curso: Engenharia da Computação
Ano: 2010
O trote é proibido na instituição desde 2004, mas os estudantes costumam dar as festas de boas-vindas fora da universidade. E, em uma das comemorações os veteranos passaram dos limites e forçaram dois calouros a ingerir uma quantidade exagerada de bebida. Os garotos entraram em coma alcoólico e foram internados.

Tarefas desumanas
Faculdade: Centro Universitário Anhanguera Educacional
Curso: Medicina veterinária
Ano: 2009
Em Leme, interior de São Paulo, um calouro foi chicoteado, forçado a beber pinga e a rolar em excremento de animais, além de ser amarrado a um poste e sofrer agressões. O garoto entrou em coma alcoólico e, abandonado na rua, foi internado como indigente. Ele deixou a universidade, que abriu uma sindicância para apurar o caso.

Durante o sono
Faculdade: Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP)
Curso: Medicina
Ano: 1998
Um rapaz teve fogo ateado em seu corpo durante o Mata-Toma, tradicional festa de recepção de calouros, em Sorocaba. Após passar pelas repúblicas para beber, o garoto parou para descansar em um sofá. Enquanto dormia, outros estudantes resolveram abusar dele, colocando fogo em suas roupas. Ele teve 25% do corpo queimado. O caso levou à expulsão de cinco alunos envolvidos.

Passou dos limites
Faculdade Universidadede Mogi das Cruzes
Curso: Jornalismo
Ano: 1980
Em Mogi das Cruzes, município da grande São Paulo, um trote acabou em tragédia. Um calouro estava no trem da estação Estudantes, que liga a cidade à capital paulista, quando foi abordado por um veterano da universidade. Ao proibir que cortassem seu cabelo, o rapaz foi espancado até entrar em coma. Ele não resistiu aos ferimentos.O agressor foi condenado a cinco anos de prisão.

Banho da morte
Faculdade: Pontifícia Universidade Católica deSão Paulo (PUC-SP)
Curso: Medicina
Ano: 1962
Durante a festa de recepção, um dos novatos foi pego pelos veteranos do curso para uma “brincadeira” de boas-vindas. Forçado a se despir completamente, o garoto foi obrigado a entrar em um barril cheio de água misturada com cal. O estudante teve boa parte do corpo queimada e acabou morrendo. Três anos depois do incidente, em 1965, a PUC proibiu o trote na instituição.

Forçando a barra
Faculdade: Universidade de SãoPaulo (USP)
Curso: Medicina
Ano: 1999
O caso mais emblemático de trote violento aconteceu há 13 anos na USP. Um dia após a festa de recepção, o calouro Edison Tsung Chi Hsueh foi encontrado morto no fundo da piscina da instituição. Após ser pintado, Edison seguiu, junto com outros calouros, para a atlética da USP, onde teria sido forçado a entrar na piscina sem saber nadar. Quatro estudantes foram acusados pela morte do rapaz. Eles foram denunciados pelo Ministério Público, mas o caso foi arquivado pelo Superior Tribunal de Justiça por falta de provas e os estudantes foram inocentados.

Fonte: Mundo Estranho.

Categorias: Papo de Estudante

Dr. Britto
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6 para “Os trotes mais cruéis do Brasil”

  1. jeniffer disse:

    Isso que ocorre todo ano uma idiotice total, que tipo de pessoas são essas que estão se formando para terem um futuro melhor ao invés de fazer coisas boas só pensam em humilhar e agredir os outros, essas pessoas deveriam estar é na cadeia ou em uma clínica se tratando porque concerteza é um doente mental.Se alguem faz isso na faculdade imagina no ambiente de trabalho, se alguem não fizer o que ele quer vai apanhar ate morrer?
    Mas o pior é que nunca tem um culpado porque são varias pessoas envolvidas e não podem culpar a faculdade inteira, por 2 ou 3 fizeram merda, até porque a maioria deles tem dinheiro o que concertea é a razão para não serem condenados.

    • José Nilton disse:

      Na cidade de Jau interior de São Paulo, faculdade técnologica, tentaram cortar o cabelo de uma rapaz, com tesoura e até faca, e disse que não queria, mas não tinha como escapar, foram prensando ele até o muro da escola, quando sem alternativa, ele sacou a arma calibre 38 e apontando para oos cretinos doentes mentais disse quem vai ser o primeiro, só sei que sumiram todos. Nunca mais tentaram mecher com o calouro. A solução no momento é essa, quando começei Engenharia Civil, não mecheram,também, não dei satisfação, pois comigo não dou trela, para vagabundos ou doentes mentais. Pois eu não deixo quieto e as consequências para quem tentasse fazer isso, iria ser desastrosa.

  2. Christiane disse:

    Penso que o Ministerio Publico deve enquadrar como crime hediondo qualquer tipo de trote, e os envolvidos presos, e proibidos de estudar em qualquer universidade pública em todo o Brasil. O trote deve ser substituído por atividades de caridade em ongs de proteção ambiental e animal, em creches, azilos, e prestar serviços em hospitais. Tá na hora de mudar esse PAÍS.

  3. Bruno disse:

    É por isso que o futuro do Brasil é sempre o mesmo. Gente doente, faculdade não é pra badalação, é pra formação de novos profissionais, isso não é segredo pra ninguém…Enquanto vários inocentes morrem, nascem todos os anos novos agressores psicopatas continuando com suas missões de trotes hediondas. E José Nilton, seu comentário tem toda razão, já que não tem jeito, é assim que se enfrenta gente desse tipo.

  4. julio cesar lima disse:

    vou ser sincero se tentam fazer isso comigo eu matava todos eles!!!!

  5. Veterana Guaratinguetá disse:

    Homem que é homem leva trote!
    Campus do Terror – Engenharia Guará

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