Ninguém tem dúvidas de que a versão eletrônica de livros (chamados e-books) veio para ficar. No entanto, não se esperava que esse processo ocorresse tão rapidamente. Segundo pesquisa realizada pela organização da 61ª Feira do Livro de Frankfurt, 50% dos jornalistas, escritores, editores e livreiros entrevistados acredita que os e-books irão suplantar o bom e velho livro de papel até 2018.
E essa substituição, apesar de estar em seus primeiros passos, já começou. Até o final do ano, devem ser comercializados três milhões dee-readers (aparelhos necessários para a leitura das obras virtuais) só nos EUA. O primeiro modelo comercializado desse equipamento, o Kindle, acaba de chegar ao Brasil, embora o Amazon, site que vende os e-books, só tenha 14 títulos disponíveis em português. Além do preço (R$ 900), outro problema é a falta da opção Wi-fi, já que uma conexão rápida é imprescindível para realizar o download das obras, o que nem sempre é possível com as redes de celular 3G.
As vantagens, por outro lado, são várias. A Amazon oferece mais de 360 mil livros digitais (com preço médio de US$ 12 cada) para o Kindle, que possui capacidade de 1,4 gigabytes, o equivalente ao armazenamento de 1.500 livros. Além disso, é possível fazer a assinatura de revistas e jornais e receber o conteúdo pela conexão sem fio ou pelo computador diariamente. O aparelho também toca áudio-livros, ou seja, reproduz qualquer obra em “voz alta” e o teclado disponível permite fazer anotações pessoais em qualquer parte do livro.
E você, o que vai escolher para ler?
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