Poucas pessoas conhecem, mas o vestibular seriado, também chamado de avaliação seriada, é um método de seleção que já é adotado por algumas, ainda que poucas, universidades brasileiras.
O processo é diferente do vestibular comum porque o candidato começa a realizá-lo ainda no Ensino Médio. Ao final de cada ano do ensino médio o estudante deve fazer provas que juntas irão compor a nota do aluno para o processo seletivo.
As questões das provas são bem diferentes do vestibular comum porque as matérias não são cumulativas. No primeiro ano o candidato responde somente à questões correspondentes ao conhecimento adquirido nessa etapa, e assim por diante. Uma das vantagens está aí: o estudante não precisa estudar todo o conteúdo acumulado em três anos de uma só vez.
Cada universidade possui seu método próprio de avaliar esses alunos e cada uma define quantas vagas serão reservadas para esse tipo de processo. A Faap (Fundação Armando Álvares Penteado), por exemplo, oferece as três provas durante o ensino médio e dá a chance, para os que não ficaram com uma boa média final, de fazer uma prova que substituirá uma das anteriores. A insituição reserva todo ano 50% das suas 1.800 vagas para a avaliação seriada.
Para as universidades que já adotaram esse método a vantagem é integrar o ensino médio à universidade e valorizá-lo melhor. No entanto, algumas insituições que ainda não aplicam o processo acreditam que é cedo para verificar se vale a pena ou não implantar o sistema.
Segundo Mauro Moura, em entrevista ao portal Vestibular seriado, coordenador do Programa de Avaliação Seriada da UnB (Universidade de Brasília), pioneira nesse tipo de seleção adotado em 96, o método dá vantagem ao aluno que estuda regularmente porque “ele é avaliado uma vez no final de ano durante três anos de vida escolar” e, portanto, tem chances de recuperar sua nota se for mal em uma das avaliações, diferente do vestibular comum, que é único.
E aí, o que acharam? Será que vale mais a pena que o vestibular tradicional? Dê sua opinião!


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